Retrato de Cássio Mori
Sobre o autor

Cássio Mori

Professor por 27 anos, fundador de escola e profissional com longa atuação no campo educacional, Cássio Mori escreve a partir de uma convivência prolongada com a educação real.

Seus livros nascem desse lugar: não da educação como abstração, mas da escola feita de decisões, relações, famílias, professores, dúvidas, desgaste e permanência.

27 anos como professor
1998 ano em que ajudou a fundar uma escola
2 livros sobre escola, docência e sentido

Uma trajetória construída dentro da escola

Cássio Mori dedicou grande parte de sua vida profissional à educação. Foi professor por 27 anos e viveu de perto aquilo que a sala de aula tem de mais exigente: o preparo que não garante o encontro, a relação com os alunos, a autoridade que precisa ser construída, o cansaço que aparece no corpo e a permanência que só o tempo ensina.

Em 1998, ajudou a fundar uma escola no interior de São Paulo. Ao acompanhar seu crescimento, atravessou também os dilemas da gestão: identidade institucional, relação com as famílias, decisões sob pressão, crescimento sem perda de centro e a difícil tarefa de manter uma escola reconhecível enquanto ela muda.

Mais tarde, passou a observar outras instituições e seus modos de comunicar, organizar e sustentar valor. Dessa trajetória nasce uma escrita voltada para aquilo que, na vida escolar, costuma ficar sem nome até já ter se tornado problema.

Alguns marcos dessa trajetória

Sala de aula

27 anos ensinando

Uma experiência longa com alunos, turmas, erros, amadurecimento e a formação lenta da presença docente.

Escola real

Fundação de uma instituição

A vivência de criar, acompanhar e responder por uma escola em suas escolhas mais concretas.

Observação

Contato com outras escolas

Um olhar ampliado sobre comunicação, valor percebido, identidade e coerência institucional.

Escrita

Dois livros independentes

Obras que podem ser lidas separadamente, mas se encontram em uma mesma atenção à escola vivida por dentro.

Uma escrita de dentro

Livros que não procuram simplificar a escola

A escrita de Cássio Mori evita a promessa fácil de solução rápida. Seus livros não tratam a educação como vitrine de respostas prontas, mas como um campo de atenção: algo que precisa ser relido antes de ser corrigido.

Por isso, as cenas importam. A família que visita uma escola. O professor que tenta seguir depois de errar. A instituição que cresce e, sem perceber, começa a perder o próprio desenho. O aluno que responde não apenas ao conteúdo, mas à presença de quem fala.

O gesto comum aos dois livros é o mesmo: ver antes de nomear, sustentar a pergunta e recusar tanto a negligência quanto a conclusão apressada.

Educação não pede apenas resposta. Pede leitura.

Os livros

Capa do livro A escola que faz sentido

A escola que faz sentido

Quando a escola funciona, mas já não parece inteira.

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Capa do livro Quem ensina aprende devagar

Quem ensina aprende devagar

Como a presença do professor se constrói aula após aula.

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